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Tânia Machonisse, a ilustre desconhecida no cinema que venceu o concurso DOCTV CPLP III

“A Experiência de Moçambique na Gestão das Mudanças Climáticas” é a proposta de projecto da Tânia Machonisse. Licenciada em jornalismo na ECA – Escola de comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane e mestrada em comunicação na University of Southerm Indiana, nos Estados Unidos da América, docente de jornalismo na ECA, é esta mulher que provoca curiosidade de cineastas moçambicanos pela efeméride da conquista do concurso DOCTV – CPLP III Edição.

Confessa ter muito pouca ou quase nenhuma experiência na área de cinema. Esclarece que pegou a câmera pela primeira vez na vida a poucos meses atrás, durante a produção do seu trabalho de mestrado nos Estados Unidos da América. Foi para os Estados Unidos para fazer mestrado em televisão, mas acabou fazendo comunicação, no entanto “fez-se um arranjo para que eu pudesse ter aulas de estudos independentes sobre documentário”. E foram dois anos de teoria sobre esse gênero cinematográfico. Para culminar seu curso fez um documentário sobre a experiência das mulheres na educação internacional. Nele aborda a história de mulheres que deixaram suas famílias para embarcar no desafio de estudar fora do seu país. “Era uma forma de contar a minha história através dessas vozes”.

Falando sobre a sua proposta, vencedora do DOCTV, Tânia Machonisse disse que a ideia do filme centra-se na problemática ligada aos desastres naturais que Moçambique tem vivido nos últimos tempos. O ponto de início da sua história é o ano 2.000, marcado por cheias. O ponto mais alto dessas cheias foi o nascimento de um bebê por cima de uma árvore. “O nascimento de um bebê numa árvore mediatizou a difícil situação das cheias que o país vivia. Literalmente, todo o mundo ficou sensibilizado e mobilizou apoios para o país, muitos passaram a conhecer Moçambique a partir desse acontecimento”.

Para o desenvolvimento do seu documentário, Tânia Machonisse é guiada por perguntas quais não sejam, que experiência o país tem a partilhar com o mundo sobre como tem gerido o impacto das mudanças climáticas passados que foram 18 anos após as cheias de 2.000; como estamos organizados como um estado para enfrentarmos o desafio das mudanças climáticas; que políticas e instituições Moçambique criou para enfrentar esses desafios; como é que tem sido a comunicação com as comunidades ciclicamente afectadas pelas calamidades naturais. Sobre esta última pergunta, Tânia Machonisse explicou que as comunidades resistem a mudar-se das zonas de risco para zonas seguras. Esta constatação serve de premissa para mais uma questão que é formulada da seguinte forma “o que tem falhado nesse processo de reassentamento das comunidades?”.

Para ilustrar o documentário, Tânia Machonisse escolheu como local de rodagem comunidades da província da Zambézia por ser uma região com diferentes bacias hidrográficas e anualmente afectada por razão disso.

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