Roberto Chitsodzo extreia-se como músico a solo e como escritor com Kwiri

Roberto Chitsondzo nasce na música inspirando-se em tocadores de guitarra como Zé Burrane e irmãos Tamele. Sua adolescência musical passa-a na década 80 quando a demanda política era a unidade nacional usando também como recurso expressões artísticas. Nessa época Roberto Chitsondzo participa desde a primeira hora na fundação do agrupamento Gorowane, que Samora Machel o apelidou de “Bons rapazes”. Depois de anos a fio dedicados à banda, o músico decidiu mostrar o que nos seus momentos de solidão andava a fazer: um álbum a solo e um livro. Na voz do apresentador da obra Ungulane Ba Ka Cossa, “Chitsondzo quis ser intimista”. Afinal falar da sua vida e obra é ser intimista. O nome de Roberto Chitsondzo converte-se assim numa matriz para diversas expressões artísticas: professorado, política, música e agora literatura.

Roberto Chitsondzo explicou que Kwiri, nome que leva a obra, quer dizer ventre. De certa forma o nome assenta bem para quem nasce como músico a solo e como escritor. E porque a plateia estava hávida de ouvir sua voz convidou amigos para lhe acompanharem em alguns números. Quando cantou o tema Kwiri la mamani percebeu-se que do ventre nascem criaturas, algumas boas, outras más. Aliás, Roberto Chitsondzo disse ter o dever de pedir perdão a algumas pessoas, como seus pais por não ter sido sempre um bom rapaz. Era aquela uma declaração de humildade pois segue o princípio de que todos os viventes erram, e sem se aperceberem magoam os outros.

A obra única, composta pelo livro e disco sai pela chancela da editora Kuzula, dirigido por Paulo Kubanga. A editora marca assim a sua estreia no mercado discográfico e tipográfico nacional. Propõe-se a distribuir produtos culturais através de meios digitais, seguindo assim a tendência comercial actual.

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