Palavras são palavras, (só) servem para poesias e canções

Canta a brasileira Joana que Palavras são palavras, só servem para poesias e canções. Pode ser que ela esteja certa ou errada. O que se tem certeza de estar certo cá entre nós, é que no café Gil Vicente, uma vez ao mês, palavras realmente só servem para poesias e canções, através da iniciativa literária que leva este nome: Palavras são Palavras. A juventude tem ali um encontro marcado para através da poesia, teatro e canto expressar seus sentimentos. Os vazios, presenças, angústias e revoltas nas suas almas são transformados em palavras. Palavras esculpidas as vezes de forma adulta, com mestria, as vezes com ingenuidade e inocência literária, o que importa é a expressão. Porém, embora diga Eça de Queiroz que “cada sociedade tem a arte na qualidade que ela merece”, merece aqui dizer que para escrever é preciso ser-se adulto a ler. Meia palavra basta para um bom entendedor!

Sexta feira última, dia 13, pelas 19h, o Café Gil Vicente ficou cheio de jovens de tal forma que não restou espaço sequer para guardar um ovo. Eram jovens biologicamente falando, como jovens espiritualmente falando. Vinham de todos os quadrantes de Maputo, de todos os extratos sociais, de todas as raças, e ali se encontraram ouvir palavras, ditas em português ou ronga. Foi bonito de se ver e ouvir.

Chamada de atenção é para a organização do evento para melhor organizá-lo. O aspecto por limar tem a ver com a roteirização. Os declamadores não podem dispor de tempo como quiserem. Tem de haver regras para que a dinâmica da sessão seja sempre um divertimento, um espectáculo.

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