Nuas Pela Sociologia do corpo

Solo para cinco volta aos palcos do mundo pelo mérito de ser uma das melhores vinte criações de dança contemporânea de África nos últimos vinte anos. Nesta obra do falecido Augusto Cuvilas, cinco bailarinas vivem o universo feminino. Percorrem a ingênua infância, a problemática adolescência, mas quando experimentam a maturidade debatem-se com o papel social que lhes é reservado a desempenhar. E o choque acontece porque não se conformam com a simples função utilitarista do seu corpo. Essa instância onde se vive a felicidade e a dor. O porto de conflitos. E na busca de melhores condições de existência lutam contra a mentalidade machista, unindo o corpo e a mente para dançar. Nuas! E descobrimos assim, que o corpo é também um espaço experiências estéticas, um espaço de beleza, de poesia.

Solo para cinco, agora recriada por Maria Helena Pinto, treze anos depois, é de uma plasticidade que percorre saberes humanos, questionando o status quo em busca da liberdade do corpo.

 

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