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“Não existe sogra que aceita o seu filho casar com uma rapper” disse Iveth no fórum da historiografia de Hip-hop

“Como é que meu filho está a namorar com uma repista? É um absurdo….Quero ser mãe, portanto, não vou estar por aí a repar com um barrigão, não fica bem, a minha sogra não vai gostar”

Defendendo a historiografia da cultura Hip-hop em Moçambique e as etapas históricas que compõem o Hip-Hop feminino, num fórum que decorreu na Fortaleza de Maputo, acompanhado de mais dois Ícones de Hip-Hop em Moçambique, nomeadamente Helder Leonel e Zito Dogystyle. Iveth, cantora também apelidada por “ISTA” por ser Repista, Jurista, Feminista e Activista disse que: “…a mulher é olhada socialmente como a dona de casa, a tal bem comportada. É olhada como aquela que tem de estar nas panelas a cozinhar ou no tanque a lavar. A sociedade nunca poupou as fazedoras de Hip-hop, parte isso de dentro de casa. Se a mulher faz hip-hop é logo conotada, no serviço também é conotada, na sograria nem digo, e, eu enquanto mulher quero ser bem vista na sociedade, quero ser respeitada, não vou andar por aí com barrigão a repar, não fica bem, minha sogra não vai gostar…”

Com esse discurso, segundo Iveth, são apenas alguns dos motivos que levaram com que muitas mulheres moçambicanas amantes desta Cultura, desistissem do Hip-hop e seguissem outros caminhos. De certeza que não é fácil estar em contextos formais, tendo em conta a questão do Hip-hop no seio feminino, uma vez que ela é olhada como uma cultura de rua ou marginal.

A Cantora Iveth falou também das suas experiências enquanto Jurista e ao mesmo tempo cantora. Disse que não têm sido fácil conciliar as duas profissões, por isso está um pouco ausentada do hip-hop.  Também, falou da forma bizarra que é olhada como Rapper no seu meio jurídico, embora, várias vezes é convidada ou pedida para presentear uma cerimónia ou convívio formal com as suas boas músicas. Quanto a sograria, deixou claro logo no inicio que ela é (yó-yó) fazedora de rap antes do seu comprometimento.

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