Momentos da arte em Moçambique, entre o já e o ainda

Em aula de sapiência no Instituto Superior de Artes e Cultura, em Maputo, realizado no passado dia 16 de Março, Severino Ngwenya apresentou seu livro. A (Im)Posibilidade da Arte moçambicana como pretexto para falar da estética como prática e conhecimento na pérola do índico. Fez um percurso histórico ligando a filosofia e a arte. Um percurso feito de amor e ódio. Para sustentar sua tese trouxe para a apresentação 4 momentos da filosofia e arte: o momento grego, o momento alemão, o momento francês e o momento africano. Terminou a alocução falando da possibilidade do momento moçambicano. Revelou que este momento foi importado das origens do black renascence, de Harlen. Começa nos anos 40 com Noémia de Sousa, depois seguida por Craveirinha, Malangatana e outros. É um momento feito pelo modernismo ocidental representado por Gemuce e pelo tradicional revelado por Malangatana. Como forma estética do ponto de vista prático e teórico ainda se está constituindo, dai considerar que o momento da arte em Moçambique oscila entre o já e o ainda.

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