O Músico Mc Roger e o Treinador da selecção nacional Abel Xavier são irmãos siameses

Os dois são figuras importantes no cenário do show-biz moçambicano. Um pelas artes da música, outro pelo desporto, mais concretamente o futebol. Podemos arriscar dizer que são irmãos gémeos uni-ovular, siameses até. É que são vários os pontos que os une, senão vejamos.

Cada um deles partiu para Portugal ainda na infância onde cumpriu boa parte de suas vidas, fazendo um percurso formativo, embora em áreas diferentes. Adultos regressam a Moçambique e assumem discursos idênticos: ambiciosos, positivos e inspiradores.

Mc Roger, ao nível da televisão notabilizou-se como apresentador e iniciou uma carreira musical de muito sucesso tendo transfigurado a imagem do músico em Moçambique, deixando de ser um pedinte para se tornar num interveniente de negócio com as mais prestigiadas marcas. Por sua vez Abel Xavier chegou à seleção nacional, quase que sem currículo como treinador, atrás de si algumas nódoas nessa áreas e contra muitos impôs-se na seleção nacional, disciplinou o balneário, projectou ambição e coragem nos jogadores, razão porque se batem de igual para igual com qualquer adversário, fruto disso lideram o grupo de qualificação para o CAN – 2019 depois de vencerem fora a Zâmbia.

Os dois odeiam a derrota e adoram o sucesso. A imagem pessoal é marca de projeção de ambos. Entendem e com razão que a imagem deve projetar aquilo que somos antes até de dizer qualquer palavra. Não é por acaso que tratam delicadamente o cabelo e gostam de ternos.

Se uma sociedade cresce em função das referências que tem, pensamos que Abel Xavier e Mc Roger são referência para a nossa juventude.

Há quem possa dizer que Mc Roger ou Abel Xavier é aquilo mais aquilo, tentando colocar a frente os seus pontos negativos para negar-lhes qualquer relevância como exemplo de pessoas inspiradoras. Tudo bem! Provavelmente possa estar certo no monte de defeitos que possa levantar a cerca das duas figuras. Mas é importante sabermos que todos os heróis têm defeitos ou seja, todos heróis são tão humanos quanto nós.

 

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