Fusão de poesia e música é o novo lema da Banda M´Laio nos palcos por onde passam

A banda M´Laio, embora há seis meses de existência, continua a encher os palcos da cidade de Maputo com muita boa música educativa. Desta vez, o grupo fez fusão de música Jazz e poesia. A relação de leitura das diversas obras e sons do estilo Jazz enfatizam e criam uma harmonia agradável de se ouvir. De certa forma, a dupla vocal “Dionísio Baule e Letícia Deozina” não usam a voz para o mesmo propósito. D. Baule usa a voz para tocar o público com as palavras mágicas da poesia. Ele toca a alma e deixa as pessoas a reflectirem sobre o sentido da vida, enquanto a L. Deozina canta e encanta o público.

A dupla de uma forma engraçada e na maioria das vezes em pleno público, assume que não tem sido fácil conciliar poesia e canto em todas as músicas. Tem vezes que um deles despensa o palco para dar lugar ao outro. Garantem eles que o objectivo é comungar de forma harmónica as diversas músicas e poesias que a banda apresenta.

Quando a Cara Cultura perguntou por quê e de onde surgiu a iniciativa de unir essas duas artes, Dionísio Baule disse:

“A poesia é a filosofia primeira, é o espaço onde o ser se encontra consigo mesmo, até porque em grego, poesia quer dizer fazer, criar, transformar. É por causa desta transformação que buscamos a poesia para à música. De certo que a nossa banda é musical, mas a componente poesia é o caldo que faltava nas nossas músicas. Sem deixar de lado que à música também tem estes elementos que atribuí a pouco à poesia. Esta fusão deve-se ao facto de termos o homem como objecto de estudo da arte.”

O grupo não pretende apenas parar por ai, está a pensar também em fazer um cocktail das artes introduzindo à dança, as performances teatrais e outras componentes artísticas para conseguirem tocar o mais rápido possível a alma do ser humano e também poderem se tornar numa banda maravilhosa de se ver.

M´Laio cria eventos com temas polémicos. Um dos temas que chamou atenção da Cara Cultura é o “Patriotismo”, que segundo o grupo, a abordagem do patriotismo não está em volta da nacionalidade mas sim nos valores culturais humanos, desde as brincadeiras das crianças que esquecem quando adultos, às origens tradicionais que encobrem um individuo e vários outros valores.

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Estudou Gestão Cultural na Universidade Eduardo Mondlane

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Comments

  • Zinaida 17/02/2018 at 15:02

    Parabens M’laio! A preocupação em insidir o mais rapido o publico, levando para se o melhor da arte que por sua vez, com o seu poder catalizador dos processos mediadores cujo neles patente, da origem ao novo homen.! Isso! simmm!Mathimba!!!

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