Eliot Alex Perde Papel no Filme O Comboio de Sal e Açúcar

Depois de Virgem Margarida, com muitos prémios internacionais, Lucíneo de Azevedo aposta numa nova longa metragem. Comboio de sal e açúcar. Eliot Alex, como o foi na primeira longa metragem do realizador, era uma das suas apostas para interpretar um dos papéis de protagonista. Nao é que os parceiros de produção portugueses nao  foram com a cara do cara! Nao o quiseram nem mesmo para interpretar um figurante!

A boca pequena fala-se que Eliot Alex tem um historial de conflitos com equipas de produção portuguesas. Primeiro foi na novela A Outra, rodada em 2008, onde o actor discutiu com os figurinistas por conta do lugar onde ele devia trocar de roupa. Os figurinistas queriam que ele usa-se as traseiras de onde os actores portugueses se trocavam, e ele mandou vir com os portugueses exigindo usar o mesmo vestiário dos actores brancos. A ocasião a seguir deu-se na rodagem do filme Impunidades criminosas, de Sol de Carvalho. Desta vez Eliot Alex não gostou das palavras que ouviu de uma das assistentes de realização. A bronca rebentou de tal forma que Sol de Carvalho foi obrigado a expulsar da equipa de produção 3 portugueses.

Para o filme Comboio de Sal e Açucar foi oportunidade para os portugueses se vingarem de Eliot Alex. O realizador, contrariado teve que ceder. Afinal quem tem mola manda.

Na verdade esta pequena história que girou em torno de Eliot Alex chama-nos atenção para a necessidade de patriotismo cultural. Este patriotismo passa necessariamente pelo financiamento as artes.

O Comboio de Sal e açúcar é uma narrativa que busca sustento dramático na guerra civil dos 16 anos. Há um comboio que liga Moçambique e Malawi. Para lá leva sal, de latras açúcar. Tem vagões de transporte de pessoal e respectivas mercadorias. Os militares são reis, a população é vítima que mendiga segurança.

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