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CONVERSA SOBRE TEATRO: “O BANDO E OS OUTROS, 44 ANOS DE CUMPLICIDADES ARTÍSTICAS”

COM RAUL ATALAIA

Dia 7 de fevereiro, entre as 9h30 e as 11h00, terá lugar no Camões – Centro Cultural Português em Maputo uma conversa sobre teatro intitulada “O Bando e os outros, 44 anos de cumplicidades artísticas”, dinamizada pelo ator português Raul Atalaia, do Teatro O Bando.

Raul Atalaia estará em Maputo por ocasião da apresentação da peça “Netos de Ngungunyane”, um projeto e criação coletiva do Teatro O Bando (PT), Teatro do Instante (BR) e Fundação Fernando Leite Couto (MZ), apresentado recentemente em Lisboa (Portugal), em Novembro de 2018, e em Brasília (Brasil), em janeiro de 2019. “Netos de Ngungunyane” é baseada na trilogia “Areias do Imperador”, de Mia Couto.

No seguimento deste encontro com Raul Atalaia, decorrerá uma oficina prática dinamizada pela Suzana Branco, também do Teatro O Bando, que irá trabalhar com alguns alunos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, bem como com atores de outras companhias de teatro e estudantes deste meio de expressão artístico.

Esta iniciativa resulta de uma parceria entre o Camões – Centro Cultural Português em Maputo com a Fundação Fernando Leite Couto e o Teatro O Bando.

Notas Biográficas:

Raul Atalaia nasceu em 1952, em Tomar. Frequenta o curso de Engenharia Eletrotécnica do Instituto Superior Técnico de Lisboa e participa em diversas formações em Lisboa, Paris e Bruxelas, nas áreas do movimento, música, máscara e circo. Integra a equipa do Teatro O Bando no ano de 1975, e torna-se membro da Cooperativa no ano seguinte. Desde essa altura, lidera diversas formações de teatro para estudantes e professores. Desde 2009 que é reconhecido como Formador (CAP) pelo IEFP. É formador nas ações CONFRARIA DO TEATRO, no Teatro O Bando, mantendo também a relação da companhia com as escolas da região. Foi encenador de vários espetáculos no Teatro O Bando. Enquanto membro da Direção do Teatro O Bando, é responsável pela Gestão Financeira e pelas Relações Internacionais, estabelecendo a ligação entre Teatro o Bando e a rede europeia de teatros Platform 11+, possibilitando ao grupo o constante intercâmbio artístico com diversas companhias europeias. Trabalha como Actor em diversos espetáculos, contando-se entre os mais recentes: Do Fim, Almenara, Do Contra, Inferno e Adoecer.

 Suzana Branco  é atriz, encenadora e professora. Tem uma licenciatura bietápica do Curso de Formação de Atores da E.S.T.C e uma licenciatura de Estudos Portugueses e Lusófonos da Universidade Nova de Lisboa. Já trabalhou com João Brites; João Mota; Ávila Costa; Juvenal Garcês; Bruno Bravo; Filipe Crawford; Graeme Pulleyn; Carlos Bica; Zé Garcia; Miguel Jesus; Giacomo Scolasi; Madalena Vitorino; Suzana Menezes; Madalena Wallenstein; Letizia Quintavalla etc. Entrou nos filmes: “Rasganço”; “Rádio Relâmpago”; “Nenhures”; “ Diálogos Imprevistos” e nas curtas: “Gesto de Amor” ;“O quadro” e “Lisbon. Participou nas novelas “Anjo Selvagem”, “Rosa Fogo” e “Coração d´Ouro. Na série “Liberdade 21” e no programa infantil “Vamos Ouvir” do Zig Zag. Escreveu  “As Grandes Dionísias” em coautoria com Firmino Bernardo e duas peças de teatro em coautoria com Miguel Simões. No grupo Lugar Vagon, com Mafalda Saloio ganhou um subsídio pontual; teve o destaque de melhor peça do ano; dois prémios pelo Clube Português de Artes e Ideias e realizou o filme: Cova do Vapor. Foi encenadora da SMUP e do grupo de adolescentes do Teatro Virgínia, a propósito do Panos. Trabalhou com alunos da ESTC para uma apresentação poética no CCB. Dinamizou histórias e workshops para a editora Bichinho de Conto; Foi professora de teatro na associação Sou e dá aulas de teatro no colégio das Doroteias há 10 anos. É cooperante do teatro o Bando onde fundou a Confraria do Teatro, encenou a peça ” Quarentena” para o festival de Almada (na Casa da Cerca), entre muitas outras coisas. Viaja atualmente com as peças “Saia de Roda” e “Pelos que Andam sobre as Águas do Mar”.

Teatro O Bando – fundado em 1974 e constituindo-se como uma das mais antigas cooperativas culturais do país, o Teatro O Bando assume-se como um coletivo que elege a transfiguração estética enquanto modo de participação cívica e comunitária. Na génese do Bando encontram-se o teatro de rua e as atividades de animação para a infância, em escolas e associações culturais, integradas em projetos de descentralização. As criações do Bando definem-se pela sua dimensão plástica e cenográfica, marcada sobretudo pelas Máquinas de Cena, objetos polissémicos que transportam em si uma ideia de ação. O trabalho dramatúrgico é também muito importante, apresentando a explícita colagem de materiais literários e a inclusão de manifestações de raiz popular. O Bando continua a procurar o singularismo das suas criações, na medida em que pretende alcançar obras de arte mais acutilantes que são resultado duma metodologia coletivista onde uma direção artística alargada procura a diferença, a interferência, a rutura e a colisão dos pontos de vista. Depois de diversas moradas, o Bando habita hoje uma Quinta em Vale dos Barris, Palmela. Aí, o Bando espera por vós, sempre com uma sopa, pão e queijo, um moscatel, uma conversa ao pé do lume.

 

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